Outubro 2016

31/10/2016

Coisas que você NUNCA deve dizer para pessoas ansiosas e depressivas



A vida de um portador de transtorno de ansiedade, síndrome do pânico e depressão não é nada fácil. A maioria das pessoas costumam citar sempre a frase “só quem passa por isso é quem sabe”, mas além disso, ouvimos alguns comentários que são totalmente desnecessários e não ajudam em nada, ao contrário, nos deixa piores. Normalmente esses comentários são de pessoas próximas. Imagino que, nem sempre é por maldade, mas por falta de conhecimento e por não ter interesse em se informar a respeito, mas o pior é, quando tais comentários são feitos por aqueles que deveriam nos esclarecer, nos explicar e nos medicar, infelizmente alguns médicos nos decepcionam, inclusive com comentários machistas.
Perguntamos aos nossos seguidores da fanpage Síndrome do Pânico https://www.facebook.com/sind.panico/ quais comentários mais bizarros/ofensivos, que alguém havia feito sobre eles? e os exemplos são:

- "Isso é frescura! coisa de menino mimado - (H.P)
- "Você ta com a cabeça muito desocupada.,mente vazia, sabe como é né"? (J.S)
- Você tem que reagir! (E.S.)
- "Isso é falta de Deus. Vamos à igreja que meu pastor tem cura pra essas possessões.” (APA)
- Um dia fui ao Hospital Psiquiátrico pegar uma receita e falei para o médico que não estava conseguindo ficar bem e ele me disse: "Uma mulher tão bonita!Vai namorar que passa!"...Oi?Foi o mesmo que dizer:"Isso é falta de homem"!Bah,se quem deveria me entender e me ajudar,diz uma coisa dessas,o que devo esperar dos outros? (M.F)

- "Não acho que você precisa de psicólogo, isso é questão de se organizar”, disse uma pessoa depois de eu comentar que não estava conseguindo fazer as coisas da faculdade. (AC)

 - Odeio quando falam, “você não tem motivo para estar assim, não está numa cadeira de rodas e nem foi diagnosticada com câncer”. As pessoas não enxergam que as fobias podem prender e limitar mais que uma cadeira de rodas, uma prisão! (A.A)

- "Acho que isso é carência sabe, acho que isso foi uma maneira de tu conseguires a atenção das pessoas" (A.S)

"Nossa mas você é um menino tão bonito , deve ser mal olhado . Vou te levar pra minha amiga que benze olhar você” (CT)

-  "você vai morrer e eu não vou cuidar de seus filhos" isso foi dilacerante por dentro e me afundando mais ainda na depressão. (S.S.S)

- "Quando você se sentir assim, você rejeita, não aceita isso não! 
Será que eu tenho essa opção, tipo não quero mais, deu por hoje!?(L.V) 

-  "Tratei-me sozinha pra depressão, porque ir pra psicólogo é coisa de gente louca e gente louca não tem que se tratar, tem que botar no manicômio e trancar até parar de dar chilique" (B.C)

Fora ser chamada de preguiçosa, vagabunda, sem fé, sem vontade, aquilo de sempre que a gente já conhece, uma pessoa me falava que minha medicação pra ansiedade era pior que a cocaína na qual ela era viciada. (J.E)

"Doença de gente rica.", "Falta de serviço.", "Isso é vontade de chamar atenção.", "Só arrumar um marido que passa.", "É preguiça.", "Sempre foi louca, agora não consegue mais disfarçar." (N.B)

Isto só acontece pra quem não tem Deus! Meu pastor mandou eu parar de tomar meus remédios,eu disse que não poderia parar assim de repente, porque iria passar mal,ele disse que eu não tenho fé. (L.M)

- Pior e achar que e falta de Deus...aí você vai à igreja fazem uma oração e dizem que, se você tiver fé vai jogar seus remédios fora a partir de agora e você esta curada...se fosse simples assim.Ai você não toma os remédios, tem uma crise de pânico com a igreja cheia vão dizer que ta possuída.
Sou evangélica, mas nem estou indo a igreja esses dias, porque sei que preciso me tratar. (P.M)

- Uma vez uma psiquiatra em uma emergência me perguntou se eu fazia sexo, eu disse que sim e ela disse , então faça mais.

- Tomara que isso não passe para meu sobrinho (T.O)
Ouvi da minha cunhada quando estava grávida.


Pedimos por favor, se você não consegue entender,fique em silêncio.

29/10/2016

Como Controlar os Pensamentos Negativos



Sabemos que o controle do pensamento é a chave do destino, e para aprender o controle do pensamento temos de conhecer e compreender essas leis, assim como o químico tem de compreender as leis da química e o eletricista, as leis da eletricidade.

Uma das grandes leis da mente é a Lei da Substituição. Isso quer dizer que o único meio de se livrar de um determinado pensamento é substituí-lo por outro. Você não pode pôr um pensamento de lado diretamente. Só pode fazer isso substituindo-o por outro. No plano físico não é assim. Você pode largar um livro ou uma pedra simplesmente abrindo a mão e deixando-os cair, mas isso não funciona com o pensamento. Se quiser pôr um pensamento negativo de lado, a única maneira de fazê-lo é pensar em algo construtivo e positivo.

Se eu lhe disser: “Não pense na Estátua da Liberdade”, é claro que imediatamente pensará nela. Se você disser: “Não vou pensar na Estátua da Liberdade”, já está pensando nela. Mas digamos que, depois de ter pensado nela, você se interessa por outra coisa que ouviu no rádio e se esquece da Estátua da Liberdade – isso é um caso de substituição.

Quando os pensamentos negativos vierem à sua mente, não lute contra eles, mas pense em alguma coisa positiva, de preferência em Deus. Mas, se isso for difícil no momento, pense em qualquer idéia positiva ou construtiva.

Acontece, às vezes, que os pensamentos negativos parecem dominá-lo de um tal jeito que você não consegue vencê-los. É a isso que damos o nome de crise de depressão, ou crise de angústia, ou quem sabe crise de raiva. Num caso desses, o melhor a fazer é procurar alguém com quem conversar sobre qualquer assunto, ir ao cinema ou ao teatro, ler um livro interessante. Se você se sentar para lutar contra a maré negativa, o mais provável é que a aumente.
(Texto do livro Faça Sua Vida Valer a Pena, Emmet Fox )


27/10/2016

Agorafobia é o medo de sentir medo.







A agorafobia pode ser entendida como uma complicação do transtorno de pânico.Pessoas que sofrem de agorafobia evitam uma série de situações por elas percebidas como passíveis de desencadear um ataque de pânico.

Por exemplo, se uma pessoa tiver um ataque de pânico dentro de um túnel congestionado, é possível que esta situação se torne uma ameaça para ela em função do risco de um novo ataque.
Com freqüência, o agorafóbico necessita da presença de uma pessoa em quem confie.
O medo de ter um ataque de pânico é o fator determinante do comportamento de evitação.Geralmente as situações evitadas são aquelas em que a saída esteja difícil ou o socorro não disponível.
Com freqüência, o agorafóbico necessita da presença de uma pessoa em quem Confie geralmente um familiar ou cônjuge para que possa enfrentar as situações desencadeantes do medo.
Algumas dessas situações são bastante comuns e aparecem relacionadas abaixo:

-Sair de casa sozinho;
-Ficar em casa sozinho;
-Usar automóvel ou transportes coletivos (inclusive o avião);
-Estar em locais cheios e fechados;
-Filas;- Congestionamentos;
-Túneis; -Passarelas;-Elevadores;
-Feiras e supermercados;

O maior temor do agorafóbico é a manifestação de sintomas de um ataque de pânico. É o medo de sentir medo que determina o comportamento de esquiva.
Algumas vezes a pessoa não apresenta o comportamento de evitação.
Este medo é variável de pessoa para pessoa e pode apresentar-se como um medo de morrer, desmaiar, perder o controle ou tornar-se insano.
Algumas vezes a pessoa não apresenta o comportamento de evitação, mas enfrenta as situações com muito sofrimento e desconforto. Embora seja difícil, mas à medida que enfrentamos vamos nos tornando mais confiantes.
Em outros casos, o quadro pode ser tão intenso que ela não se atreve mais a sair de casa.
Tratamento mais indicado é psiquiátrico, a terapia cognitiva comportamental.

(Parte do texto: Dr. Tito Paes de Barros Neto)


Psiquiatra dá 7 dicas para quem convive com a Síndrome do Pânico.



A síndrome do pânico é um transtorno psiquiátrico que exige diagnóstico exato e tratamento correto. As crises são bastante desagradáveis, e algumas dicas podem auxiliar a complementar o tratamento. Confira as dicas do psiquiatra e clínico geral Cyro Masci:

1. Respire . Durante as crises de pânico a respiração fica bem alterada, o que piora muito o quadro. Inspire lentamente pelo nariz, retenha por pouquíssimo tempo o ar nos pulmões e exale também lentamente pelo nariz. É muito importante que o tempo que o ar sai, a expiração, dure o dobro do tempo que levou para entrar. Se você inspirou, por exemplo, por 2 segundos, a expiração deve durar 4 segundos. Mantenha essa respiração controlada por 30 a 60 segundos. Treine antes das crises.

2. Incomoda mas não mata. Sintomas de pânico são bem desagradáveis, mas não levam a morte. Tenha sempre presente que sensação ruim não significa que alguma doença grave está presente, especialmente depois que algum médico assegurou esse fato.

3. Mude o foco da atenção. Ao invés de ficar focado nos sintomas, procure desviar sua atenção para alguma outra coisa, um cenário, uma foto, ou alguma imagem relaxante que você tenha de algum lugar que conheceu. Ficar prestando atenção aos sintomas só cria mais medo.

4. Não fique muito tempo sem comer. Até mesmo 3 ou 4 horas sem se alimentar pode provocar queda dos níveis de açúcar no sangue e provocar uma crise de pânico. Coma periodicamente, não fique em jejum prolongado.

5. Seja seletivo com as notícias e informações que procura. Não estimule seu cérebro com catástrofes desnecessariamente, por exemplo, com notícias em que você não pode fazer nada a respeito e só servem para colocar seu cérebro em alarme e facilitar mais crises.

6. Restrinja cafeína. Café no máximo 4 ao dia, sendo que o último até as 17 horas, ou você pode provocar insônia. Excesso de cafeína pode, isoladamente, provocar crises de pânico.

7. Não tente guardar tudo na memória. Faça uma lista simples do que tem que fazer durante o dia e vá ticando quando completa. Se não fizer isso, vai criar um senso de urgência indefinido que só piora tudo.


por Agência Estado

    26/10/2016

    Síndrome do Pânico e suas manifstações



    Em algumas pessoas, decorrente da sucessão das crises, os ataques de pânico podem se associar a outras manifestações de ansiedade, como depressão, agorafobia ou TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Por esta razão, o esquema terapêutico elaborado para o tratamento deve incluir os distúrbios concomitantes.
    As causas exatas dos ataques de pânico são ainda desconhecidas, mas existem fatores que desencadeiam ou agravam esta ocorrência e que podem ser catalogados como físicos e psicológicos.
    No aspecto biológico, acredita-se que os portadores da síndrome apresentem um desequilíbrio entre neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, que atuam sobre o Sistema Nervoso Central.
    Uma outra possibilidade é que o organismo se “convence” de um modo errado, de que realmente está sufocado, por exemplo, e, conseqüentemente, produza mecanismos para se defender. Sempre que o nosso cérebro percebe um perigo, ele envia uma mensagem que ativa uma espécie de alarme de proteção ou sistema de alerta, que prepara o nosso corpo para brigar ou fugir, exigindo que todo o organismo mobilize energia para entrar em ação. As crises, portanto, parecem ter origem na deflagração deste mecanismo de defesa, sem que haja efetivamente um motivo para isto.
    No aspecto psicológico, na maioria das vezes, as crises podem ser desencadeadas por episódios estressantes como a morte de uma pessoa da família, divórcio ou separações.
    Os ataques de pânico podem ser eficazmente tratados. Em função de produzir alterações físicas e psicológicas, há dois tipos de tratamentos disponíveis, o medicamentoso e o psicoterapêutico, que podem ser usados simultaneamente.
    A psicoterapia auxilia o indivíduo na mudança de seus conteúdos mentais e dos seus padrões de conduta, ajudando-o a prevenir o aparecimento dos sintomas.
    Os medicamentos prescritos atuam diretamente sobre o sistema neurotransmissor, bloqueando as crises de pânico. Qualquer que seja a medicação prescrita é importante que ela seja suspensa apenas por determinação médica.
    O mais importante, no entanto, é que o paciente acredite que os ataques de pânico podem ser perfeitamente controláveis, desde que se siga com tranqüilidade, confiança e persistência as orientações instituídas pelo(s) profissional(is) responsável(is).
    Indispensável esclarecer que, embora a gravidade da crise, o distúrbio do pânico não leva o paciente à morte, apesar de dar-lhe esta estranha e dolorosa sensação.


    24/10/2016

    Medo de cometer algo ruim com alguém.




    Amigos, além dos inúmeros sintomas que a síndrome do panico nos causa, ainda temos muitos outros que não são relacionados na maioria dos sites que pesquisamos.
    Muitas pessoas se desesperam com o medo de cometer algo ruim com alguém, esse sintoma faz parte dos pensamentos negativos que temos, na maioria das vezes ocorre do nada  e envolvendo pessoas que amamos muito. 

    Isso geralmente nos deixa a beira de uma crise ou achando que estamos ficando loucos e muito perturbados, pois realmente são muito assustadores, mas saibam, que isso ocorre com muitas pessoas portadores da síndrome do panico. É importante tentar substituir esses pensamentos por pensamentos bons e não ficar fixando naquilo que pensou.

    Se você ainda não faz tratamento com um profissional, procure um medico, fale sobre o assunto, faça terapia, pois sei que é possível se livrar disso.


    15/10/2016

    Fui diagnosticado (a) , estou com síndrome do pânico.E agora?



    Para muitos pode ser um desespero, para outros um alívio, apesar de todo sofrimento que esse transtorno causa, existe o lado bom. Não estou com nenhuma doença grave, mas mesmo com todo otimismo que podemos ter, o sofrimento é inevitável.
    Passamos a conhecer os antidepressivos , os ansiolíticos e a fase de adaptação com os medicamentos não é nada fácil. Os sintomas pioram, as crises ficam mais intensas e parece que aquele otimismo em não ter uma doença grave já não significa mais nada. Entramos na fase de ter paciência, algo muito complicado para alguém que esperava um alívio imediato, um remédio com ação rápida, mas, infelizmente não é assim. Essa resposta muitas vezes demora semanas, dependendo do organismo de cada um.
    Nesse período muitos abandonam o tratamento por não se adaptarem aos medicamentos ou por não terem um bom acompanhamento médico, nem vou falar em psicoterapia, pois poucos tem acesso ou condições de pagar as consultas.
    Enfim, começamos a perceber que vamos ter que ser muito fortes e nos adaptar a esse mergulho no desconhecido.